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A ética da montagem

outubro 6, 2009

Um amigo de trabalho me disse recentemente:

“EU ACREDITO NA ÉTICA DA MONTAGEM!”

E eu nunca pensei que aquilo iria ficar ecoando na minha cabeça como ficou. Eu já pensava na responsabilidade do editor de transformar o roteiro em imagens compreensíveis, ou seja, fazer o subtexto imagético, se é possível dar um nome.

Para algumas pessoas, pode parecer ingênuo, no entanto desfigurar situações e fatos em um documentário ou matéria jornalística gera um certo peso de consciência do meu ponto de vista, sem contar  na preocupação de  preservar a assinatura profissional. Na prática, temos o famoso caso dos “Traficantes do PCC” no programa do Gugu, as propagandas políticas que distorcem os resultados das pesquisas divulgadas a seu gosto.

Obviamente, não tenho pretensões de ter 100% de imparcialidade em tudo que faço, pois se isso ocorrer não haverá subtexto ou uma mensagem a ser transmitida além de ser uma tarefa surreal. Mais, não acredito que fazemos tudo que gostamos em qualquer área de trabalho porque acima de tudo está a vontade de se gostar do que faz no todo – aqui o processo de criação e montagem, contudo fica a preocupação de gerar o melhor sem tomar as medidas drásticas citadas acima, nem precisa ser  tão escandalizado, mas em nuances que passem despercebidas.

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